domingo, 31 de agosto de 2008

ESTRUTURA DO BLOG

Para tornar seu acesso ao BLOG mais fácil,ordenamos aqui a estrutura completa, veja:

Ciência e Medicina

História do Observatório Nacional
Ciência no Período que antecede e sucede a Chegada da Família Real Portuguesa no Brasil
Saúde-Alimentação e Higiene à época de Dom João VI
A Arte Obstetrícia e o Aborto

Arte e Cultura
Notas no Brasil
Romantismo Literário
As Artes Plásticas no Brasil e em Portugal
É uma casa Portuguesa Com Certeza
O Brasil Visto Através das Pinturas
Arquitetura

E com Dom João VI vem a Imprensa!

História e População
Texto Crítico 1- O amplo sentido da Escravidão
Texto Crítico 2 - Planos errados
A vinda da Corte para o Brasil
E se eles não estivessem vindo?
Saída de Campo-Museu Julio de Castilhos
Objetivo do Brasil Ribalta Real
Sociedade Brasileira do Século XIX
O Luxo sob a Visão da Pobreza
Sob olhos Femininos

Extras:
Slides sobre Decoração
Momento do Riso
Texto de Conclusão
Estrutura realizada pelas alunas Jéssica Nunes e Georgia

TEXTO DE CONCLUSÃO - Navegar é preciso


Os navegadores antigos,tinham como objetivo a conquista,conquistar terras e transformá-las em colônias.Além disso,os navegadores não se importavam com suas vidas,navegar em busca de novas terras era o mais importante,já que engrandeciam o seu país.A felicidade destes homens era a alegria de seu povo em saber o quanto o país era exaltado,nem que para isso tivessem que ceder suas vidas.Mesmo morrendo,saberiam que seriam reconhecidos pela grande coragem em tentar honrar o seu país. Portanto,o principal objetivo das navegações era engrandecer o país, e família Real não quis saber disto,queria era fugir de Portugal, não se preocupando com a população que lá deixara, também não se preocuparam em saber como resolveriam a situação da batalha contra Napoleão Bonaparte; foram extremamente individualistas, pensando somente neles e não em conjunto com o povo português.Ou seja,se Napoleão tivesse vencido ,Dom João VI não faria absolutamente nada,deixaria o povo português nas mãos de pessos que certamente não gostaria.Felizmente, isto não aconteceu ,mas não podemos deixar de pensar o quanto a Corte foi irresponsável deixando toda a população na situação em que ficaram e ainda mais, no investimento aqui no Brasil,que para nós foi muito importante,porém para Portugal foi extremamante injusto,já que os governantes que aqui estavam eram,na verdade,pertencentes a Portugal.


Trabalhos Interdisciplinares sempre são cansativos,pois exigem dos alunos extrema dedicação e organização para um ótimo resultado.No entanto,não podemos negar que este não foi assim,porém,temos a certeza de que este ano o trabalho foi mais tranqüilo,uma vez que a maneira de apresentar foi facilitada.Porém,notamos que esta maneira que os professores decidiram ,não podemos expressar nossas idéias e criatividades,já que as postagens são,de certa forma,restritas.Mesmo assim,elogiamos o trabalho realizado pelos professores orientadores da turma 106,pois cumpriram seus pápeis de orientar os grupos com muita competência.Agradecemos também por terem nos proporcionado este trabalho,no qual adquirimos muitas informações.Abaixo, uma frase gloriosa dos navegadores antigos:


Navegar é preciso; viver não é preciso.
Quero para mim o espírito desta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
Fernando Pessoa

TEXTO ESCRITO E POSTADO PELA ALUNA JÉSSICA NUNES


MOMENTO DO RISO


Os ingleses dão risada: na charge, "Boney", como apelidam Napoleão, puxa a peruca de Junot por não ter conseguido impedir a fuga da família real e chama o general de "seu grandessíssimo patife".

SLIDES- ELABORADO PELA ALUNA GEORGIA

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A HISTÓRIA DO OBSERVATÓRIO NACIONAL

O observatório nacional foi criado, oficialmente, por D. Pedro I em 15 de outubro de 1827, sendo assim uma das instituições científicas mais antigas do país. A intenção de D. Pedro I ao criar o ON, era elaborar estudos sobre o território brasileiro e sobre navegação. Observatório Nacional no século XIX auxiliou no estabelecimento e demarcação de parte das fronteiras brasileiras e a expedição, chefiada por Cruls, realizada ao Brasil Central, entre 1892 e 1896, serviu para a escolha do local aonde seria construída, anos mais tarde, a nova capital, Brasília.

Embora a sua criação ocorresse em 1827, sua origem é anterior, segundo o Padre Serafim Leite. Os jesuítas instalaram um observatório no Morro do Castelo, em 1730, na cidade do Rio de Janeiro. Nesse local, em 1780, dois astrônomos portugueses, Sanches d'Orta e Oliveira Barbosa, montaram um observatório e passaram a realizar observações regulares de astronomia, meteorologia e magnetismo terrestre. Com a transferência da família real para o Brasil, em 1808, o acervo desse observatório foi transferido para a Academia Real Militar.

Em 27 de setembro de 1827, a Assembléia Geral Legislativa do Império, autorizou o governo a criar um Observatório Astronômico no âmbito do Ministério do Império e, em 15 de Outubro de 1827, o Imperador D. Pedro I decretou a sua criação. Ele foi instalado no torreão da Escola Militar, tendo sido dirigido, inicialmente, pelo professor de matemática Pedro de Alcântara Bellegarde.




Em 1925, Albert Einstein (sentado ao centro) visita o Observatório Nacional


HOJE

Atualmente, ele é responsável pela geração e divulgação da hora legal brasileira e por diversas pesquisas e estudos em Astronomia, Astrofísica e Geofísica, possuindo cursos de pós-graduação com mestrado e doutorado nas duas áreas.

Um aspecto importante e curioso a se falar é do guardião da hora oficial do Brasil, marcada por um relógio de césio. Sérgio Luiz Fontes, diretor do Observatório Nacional, explica como funciona o aparelho.
“O relógio funciona baseado no átomo de césio, no padrão atômico de césio. Em um átomo, os elétrons transitam em órbita do núcleo. As freqüências dessas transições, feitas em bandas de energia, estão associadas ao tempo. São estes os elementos usados para a medida do tempo. O relógio atrasa apenas um segundo a cada 20 milhões de anos. São equipamentos altamente sensíveis e acurados.”

Um dos homens mais geniais de todos os tempos, Albert Einstein que esteve no Observatório Nacional em 1925.


Referências

Observatório Nacional - Wikipédia

RJTV - Aniversário do Observatório Nacional



Postado pelo aluno Thiago

TEXTO CRÍTICO 2 - PLANOS ERRADOS



A
transferência da Corte para o Brasil marcou profundamente a população portuguesa. Acredito que tenha sido extremamente difícil para um país como Portugal, que fora pioneiro nas navegações, ter que acreditar na fuga da Família Real.Essa situação demonstra desprezo, irresponsabilidade e falta de organização de Dom João VI, que poderia ter planejado alguma outra solução para o problema, ao invés desse plano que, de certa forma, ajudou o Brasil a se tornar independente.


O Brasil se beneficiava com a chegada da Corte, com mudanças radicais na vida e na sociedade que encontraram ao chegar.No entanto, podemos dizer que Portugal fora esquecido pela realeza. Isso foi uma grande injustiça que fizeram com Portugal, afinal a Metrópole era lá e não no Brasil.Contudo, o Brasil também sofreu o que Portugal sofrera diante da transferência, quando a Família Real volta a Portugal em 1821.

Se fizermos um estudo de todas as mudanças ocorridas no Brasil após a chegada da Família Real, percebemos que o país já estava sendo direcionado à independência, à medida que as mudanças iam ocorrendo.Pois, estas transformações não são para colônias, as mudanças ocorridas, claramente, nos mostram que o país cedo ou tarde se tornaria independente, uma vez que já possuía muitas instituições boas e não dependeria mais da Metrópole.

A chegada da Família Real no Brasil, talvez tenha fortalecido a idéia dos brasileiros de querer um país independente, pois puderam perceber que o Brasil não precisava ser dependente de Portugal.Mas o que adiantou terem dificultado a instalação de uma ciência no Brasil, se o próprio povo, inteligente e revoltado com o retorno, conseguiu perceber que o país poderia ser independente de Portugal? Isso só nos mostra que não adianta dificultarem algo, pois quando o povo quer, ele consegue.

TEXTO EXCRITO PELA ALUNA JÉSSICA NUNES

sábado, 30 de agosto de 2008

CIÊNCIA NO PERÍODO QUE ANTECEDE E SUCEDE A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA AO BRASIL

Fatos do cotidiano me dão inspiração para escrever neste Blog e são cenas que nos parece sem nenhum significado.Hoje, após fazer os deveres de casa, fui assistir à televisão e percebi como havia ao meu redor objetos eletrônicos, remédios, livros de biologia e química.Tudo isso não seria possível se a ciência no Brasil e no mundo não tivesse evoluído.Mas a partir de quando se iniciou?E como isso aconteceu?

O final do século XVIII caracterizou-se pela difusão de idéias iluministas.Portugal, Espanha, França e Inglaterra adotaram práticas científicas em suas políticas coloniais, com realização de expedições para levantamentos dos recursos naturais da colônia.

1785 a 1792- Expedição liderada por Alexandre Rodrigues Ferreira para explorar a região Amazônica.Ele era naturalista formado na Universidade de Coimbra.
1752 a 1827- Período em que José Vieira Couto viveu no Brasil para levantamentos de recursos minerais, visando ampliar a produção colonial, até realizou análises químicas.Ele era naturalista mineiro, formado em Coimbra e contratado pela Corte Portuguesa.
1772 a 1794- Primeira Sociedade instruída-Sociedade Scientifica, fundado no Rio de Janeiro.
1797- Criação do Jardim Botânico do Grão-Pará, já que Jardins Botânicos também eram importantes nas políticas coloniais, uma vez que plantas e sementes tinham grande valor econômico.O Jardim Botânico citado servia como distribuidor de plantas e sementes úteis para outros Jardins Botânicos, como o do Rio de Janeiro e o de Pernambuco.

(Mais expedições vieram ao Brasil, porém relatamos apenas as mais importantes).

Até este momento, anterior a chegada da Corte, não haviam universidade, conteúdo impresso, bibliotecas grandes e museus; então ciência não era desenvolvida, já que nem locais para formação de cientistas havia.A ciência desse período era praticamente realizada com a chegada das expedições.Portugal também não investia aqui no Brasil, pois achava que pudessem surgir brasileiros educados e aspirassem a independência política.Então, podemos dizer que essa época era o inicio de uma ciência no Brasil.

1808 a 1810- Criação do Colégio Médico e Cirúrgico da Bahia, Escola de Medicina, Anatomia e Cirurgia do Rio de Janeiro.Estas duas instituições, em 1832, passam a ser Faculdade de Medicina.
1808 a 1810- Criação da Academia Militar do Rio de Janeiro, Escola Naval Real e Biblioteca Nacional.
1809- Traduzidos para o Português os elementos de geometria, trigonometria e os elementos de álgebra.
1812-Criação de um laboratório químico-prático no Rio de Janeiro.
1813 a 1814- Surge a produção de jornais e a sua circulação, isso favorece a divulgação de idéias cientificas e estes anos foram publicados inúmeros textos sobre o tema.
1814- Abertura da Biblioteca Nacional ao público, com 60 mil volumes.
1810- Criação do Museu Real, mais tarde Museu Nacional de História Natural.
1817- Chega uma missão cultural e científica austríaca.

A partir da chegada da Corte, o Brasil começa a perceber o que é realmente uma ciência, pois Dom João VI, incentiva a instauração de práticas européias e cria muitas instituições que darão efetivamente inicio a ciências no Brasil.Mas deixamos claro que isso não significa que antes não tivesse indícios de uma ciência.

TEXTO ESCRITO PELOS ALUNOS JÉSSICA NUNES E MARONÊS

Fontes bibliográficas:

Cronologia da Ciência no Brasil capturado em 28.08.2008
Mirim Salles capturado em 24.08.2008
Wikipédia-História da ciência capturado em 24.08.2008
Scielo-Ciência e cultura capturado em 24.08.2008

Um site que mostra a evolução completa da história da ciência no Brasil é este e acho interessante olharem pois há mais material do que no nosso texto,já que destacamos apenas os acontecimentos mais importantes.

TEXTO ESCRITO PELA ALUNA JÉSSICA NUNES

NOTAS DO BRASIL



A música do Brasil se formou, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e escravos. A mistura de ritmos nativos e estrangeiros permitiu a criação de novos e belíssimos sons.

ANTES DO PERÍODO JOANINO

Em abril, chegou a esquadra portuguesa de Pedro Alvares Cabral em missão colonizadora, na futura Bahia. Nesse momento, os índios excedem 2 milhões de habitantes. As tribos tem sua própria forma de expressar sua cultura através da música que é executada em solos e coros, acompanhada pela dança, bater de palmas, de pés, flautas, apitos, cornetas, chocalhos, varetas e tambores.
Quando chegam as primeiras levas de escravos trazidos da África para trabalhar na lavoura de algodão, tabaco e cana-de-açucar, uma nova perspectiva musical é inserida no Brasil. Suas músicas, danças, idiomas, macumba e candomblé criam a base primordial de uma nova etapa fundamental na história inicial da música brasileira. A cultura musical africana dos escravos negros é preservada e desenvolvida através dos Quilombos – colônias de refugiados que resistem bravamente no interior do Brasil –, sendo o de Palmares, no interior do Estado de Alagoas, historicamente o mais importante.Surgem as primeiras novas formas de uma música afro-brasileira, que desenvolveria o afoxé, jongo, lundu, maracatu, maxixe, samba e uma série d eoutros gêneros posteriormente.
No momento em que os jesuítas pisam em solo brasileiro, além do catolicismo e dos princípios básicos de uma nova forma de civilização, os padres passam a introduzir as noções elementares da música européia aos índios e a apresentar seus instrumentos musicais, num primeiro contato importante de fusão e influências na nascente história da música brasileira. A colonização portuguesa traz outros instrumentos europeus sofisticados como a flauta, violão, cavaquinho, clarinete, violino, violoncelo, harpa, acordeon, piano, bateria, triângulo e pandeiro. A partir dos rituais religiosos das missões jesuítas nascem os primeiros cultos folclóricos populares dos habitantes locais como o 'reisado' e o 'bumba-meu-boi'. A música sacra, as melancólicas baladas e as modas portuguesas contribuem para a formação da música brasileira.
Em meados do século XVIII, surgem, no Rio de Janeiro e Bahia, as lendárias e divertidas músicas de barbeiros . São pequenos grupos musicais compostos de escravos negros barbeiros com tempo disponível para se dedicarem ao aprendizado de velhos e desgastados instrumentos musicais que lhe são passados. Segundo estudiosos, essa seria a primeira verdadeira manifestação de uma música popular brasileira instrumental direcionada ao âmbito público. Essas pequenas orquestras ambulantes, também chamadas de 'charangas' ou 'ritmos de senzala', muito requisitadas para festividades e procissões como a do Domingo do Espírito Santo, tocavam flauta, cavaquinho, violas, rabeca, trompa, pistão, pandeiro, tamboril, machete, e interpretavam – muito à sua maneira livre – fandangos, dobrados, quadrilhas, lundus e polcas num repertório bem diverso.


PERÍODO JOANINO


Surge até então o mais importante gênero musical – a modinha –, criado em Portugal, e responsável pelos aspectos melódicos e românticos na música brasileira, de grande influência até a Nova República, no início do século XIX, período joanino no Brasil. Em 1755, Salvador tinha 37.543 habitantes.A partir dessa década, com o avanço do processo de urbanização, a produção musical religiosa na América Portuguesa foi bastante reverenciada, inspirando o futuro próximo da música popular. Enquanto no mundo temos compositores como Weber, Schubert, Mendelssohn, Schumann, Berlioz e Chopin, no Brasil crescemos musicalmente com vários autores nacionais como Inácio Parreiras Neves (1730-1791), Manoel Dias de Oliveira (1735-1813), José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805), Francisco Gomes da Rocha (1754-1808), André da Silva Gomes (1752-1844) e outros.

O romantismo domina, portanto, toda a música do século XIX. Os traços comuns de todos esses românticos tão diferentes são a maior liberdade de modulação e cada vez mais progressivo numa música subjetivista e individualista. Carlos Gomes foi o mais importante músico brasileiro do estilo romântico, com carreira de destaque principalmente na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro Allá Scala um dos mais importantes do mundo na época. Tem como a sua principais óperas, o guarani, Fosca e Maria Tudor. Há também na música brasileira, Francisco Manuel da Silva que foi maestro e compositor brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, RJ, autor do Hino Nacional Brasileiro e que teve grande destaque na vida musical do Rio de Janeiro, no período compreendido entre a morte do Padre José Maurício e a ascensão de Carlos Gomes. Estudou com o Padre José Maurício Nunes Garcia, um dos o maiores nomes de música colonial brasileira, e com Sigismund Neukomm. Nomeado cantor da Capela Real (1809), depois integrou a orquestra da mesma instituição como timbaleiro (1823) e depois, como segundo violoncelo (1825), na corte de D. João VI.

O lundu, também importante historicamente, é um estilo de música descrito como uma dança lasciva com suas umbigadas que aparece nesse momento. É um dos elementos embrionários de formação do futuro samba. A partir do começo do século XIX, o lundu apresenta variantes como o miudinho, a tirana tipo espanholada, o fado batido e a chula. No Rio de Janeiro dessa época, contam-se 43.400 habitantes, e é aí que temos registrado o primeiro grande desfile de carnaval, no Estado da Guanabara, para comemorações em vista do casamento do Príncipe D. João (futuro D. João VI) com a Princesa Carlota Joaquina.


APÓS O PERÍODO JOANINO

É apresentada pela primeira vez a polca, no Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro. Dança rústica da Boêmia – parte do império austro-húngaro e atual província da Checoslováquia –, a polca chega à capital Praga em 1837, e se transforma em dança de salão. Depois da apresentação brasileira, a polca vira a nova febre carioca com a formação da Sociedade Constante Polca, em 1846.


Em 1859, influenciado pelas revistas européias, surge, no Rio de Janeiro, os teatros de revista misturando teatro com música e dança, explorando como tema os principais fatos da época de forma crítica, humorística, despojada e irreverente. O primeiro espetáculo do gênero – 'As Supresas do Sr. José da Piedade', de autoria de Justino de Figueiredo Novais – estréia em 15 de janeiro de 1859, no Teatro Ginásio. Além da maestrina Chiquinha Gonzaga com o enorme sucesso de seu tango brasileiro "Gaúcho", outros grandes compositores maestros passaram pelo teatro de revista. A partir de 1920, o gênero começaria a decair diante do rádio, dos cinemas-teatros e dos shows musicais propriamente ditos.


A partir de 1870, o samba é esboçado através do batuque de origem africana. Em 19 de março do mesmo ano, na Itália, estréia no lendário Teatro Scala de Milão, a obra máxima de Carlos Gomes (1836-1896) – a ópera O Guarani –, baseado na romance de José de Alencar, com libreto inicial do poeta Antonio Scalvini, concluído por Carlo d'Orneville. O sucesso e impacto de O Guarani levou o compositor e maestro Giuseppi Verdi ao comentário entusiasmado de que Carlos Gomes era de fato um "vero genio musicale". Depois de encenada 12 vezes no Scala, a ópera percorre toda a Europa com grande sucesso. Com ela, pela primeira vez, nascia o Brasil para o mundo musical .

Em 1875 nasce o maxixe. O maxixe foi considerado muito escandaloso, como o lundu há quase 100 anos atrás pela extrema sensualidade de sua dança e pelo uso freqüente da gíria carioca quando cantado. Nesse mesmo momento as quadrilhas se transformam em exclusivas e pitorescas danças folclóricas de São João.

Em 1880, quando o país é abordado pela causa abolicionista surge o choro (chorinho), no Rio de Janeiro, através de pequenos grupos instrumentais formados por modestos funcionários dos Correios e Telégrafos, da Alfândega e da Estrada de Ferro Central do Brasil, que se reúnem nos subúrbios cariocas com suas flautas, cavaquinhos e violões. A mágoa e a nostalgia deram o nome ao gênero, sendo a improvisação sua condição básica. As festas das quais os chorões participavam passaram a ser denominadas pagodes. Esta é também a época das serenatas de fins de noite.


Surge o frevo em Recife, Pernambuco, mais ou menos pela década de 90 do século XIX. U m dos mais importantes gêneros musicais e danças do país, o frevo nasce da polca-marcha e tem sua linha determinada pelo capitão José Lourenço da Silva (Zuzinha), maestro ensaiador das bandas da brigada militar de Pernambuco. Chiquinha Gonzaga, anos antes compõe a primeira marcha carnavalesca da história da música brasileira chamada "Ô Abre Alas", um enorme sucesso de ritmo contagiante.

No início do século XX, O Brasil republicano continua recebendo a primeira grande e importante leva de imigrantes europeus e asiáticos como italianos, alemães, japoneses, libaneses, aumentando a miscigenação e a influência musical desses povos em sua música.


Em 1920, tornam-se populares no Rio, e em São Paulo, o gramofone, as vitrolas, as orquestras de cinema mudo, posteriormente o próprio cinema falado e – principalmente – as primeiras gafieiras que tocavam sambas, maxixes, marchas, jazz e valsas. Logo surgiriam as jazz-bands brasileiras. Antecedendo a bossa nova, surge o samba-canção, um tipo mais lento, melancólico e romântico, orquestral e instrospectivo do gênero. Sob forte influência do bolero, o samba-canção se firmaria mesmo a partir de 1930. Outros como "Último Desejo", de Noel Rosa também fizeram muito sucesso. Em 1926, a mais importante soprano lírica da história da música brasileira – Bidu Sayão (1902-1998) – rouba a cena da temporada no Teatro Municipal de São Paulo e abre a temporada lírica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
1930 – (eclode a Revolução de 1930, que acaba com a República Velha)
Acontece o primeiro grande sucesso do sambista carioca de Vila Isabel Noel Rosa (1910-1937) – "Com Que Roupa", já com toda sua proverbial verve crítica e humorística sobre a vida carioca, marca registrada de toda sua obra. De saúde muito debilitada durante sua vida inteira, Noel Rosa morreria jovem, aos 26 anos, no dia 4 de maio de 1937, mas deixaria um impressionante repertório de 230 composições. É um nome obrigatório no registro da história da música popular brasileira.


Décadas de muita criatividade na área de artes musicais se passaram em nosso país. Com a globalização muitos outros gêneros musicais foram introduzidos no Brasil. Encontramos a cada esquina um ritmo diferente: o samba, a música sertaneja, o rock, o samba-reggae, o baião, o forró, o funk, o frevo, o hip hop, a música eletrônica, as músicas regionalistas.

Referências Bibliográficas

Geocities
10 Em Tudo-Obras
Cola da Web-Romantismo
Sua Pesquisa-Romantismo
Brasil Escola-Romantismo no Brasil

Wikipédia-Música no Brasil
Uol

TEXTO ESCRITO PELOS ALUNOS GEORGIA E THIAGO

TEXTO CRÍTICO 1 - O AMPLO SENTIDO DA ESCRAVIDÃO

Você pensa que ela está abolida? Não, ela esbanja vida como nunca...

Na última sexta-feira, dia 08 de agosto, alguns alunos do grupo se reuniram para ir ao Museu Júlio de Castilhos recolher dados e informações sobre a vinda da Família Real para o Brasil. A exposição, apesar de ser bastante sintetizada, aborda questões muito interessantes. A que mais me sensibilizou foi certamente a da escravidão no período. Lá havia inclusive expostos os instrumentos originais de tortura utilizados contra os negros africanos. Quando ficamos face-a-face a gargalheiras, vira-mundos e outros aparelhos de tortura, a angústia que nos toma é enorme, e ao mesmo tempo estúpida, pois estamos nós, como entidade HOMEM, na condição de torturador e de torturado, ou mais amplamente, de superior e de subjugado.

HOMEM. O ser vivo mais versátil do planeta. As suas possibilidades são infinitamente numerosas, devido à sua essência caracterizada pela capacidade de escolher. O homem escolhe desde o momento primeiro da sua vida. Ele pode escolher estudar para ter um futuro melhor, ou inutilizar seu tempo escolar fazendo uso de drogas pesadas. Ele pode escolher entre aceitar a moral da corrupção ou não ser corrupto - ou ainda lutar contra a fraude no âmbito público. Ele pode escolher entre incitar e cegar a população a realizar grandes guerras ou lutar pelo acordo, pela paz. Ele pode escolher entre enfrentar de cabeça erguida as tropas de Junot, ou abandonar seu povo à desgraça e escapar, egoísta no seu mundinho não tão particular assim. Como disse Jean-Paul Sartre, filósofo contemporâneo, o homem está condenado a ser livre. Eis aí a escravidão humana.

Utilizar engenhos contra gente que como qualquer outra, é feita de carne e osso – negros africanos-, para não interromper o ciclo de lucratividade, foi uma escolha que gerou frutos pouco perenes para Portugal. Maior potência marítima européia no século XV, Portugal em 1808 não tinha mais que trinta embarcações obsoletas – entre fragatas e naus. Dívidas imensas foram acumuladas, especialmente com a Inglaterra, tropas de Napoleão invadindo o território luso: a decadência do mesmo povo que um dia fora cantado e exaltado nos versos de Camões. Não foram capazes de perceber que enquanto escravizavam o povo africano e mantinham uma colônia de injustiças em péssimas condições urbanas ou rurais, seguindo princípios mercantilistas inescrupulosos, se tornaram vítimas de uma escravidão escolhida. A superioridade era tanta, que os portugueses acabaram por se perder em meio a esse estereótipo de potência, esquecendo-se de que a manutenção é necessária, de que a renovação também era princípio de mercado, e de que o mercado está em constante mudança com aperfeiçoamento de técnicas.
Tantos foram os erros cometidos pela realeza lusitana.Tantos foram os erros cometidos pela humanidade ao longo de alguns milhares de anos de civilização. Desrespeito, soberba, maldade, iniqüidade, tirania nos mantêm numa redoma imutável no espaço e no tempo. Os focos de alteração – gentilezas, fraternidade entre povos, igualdade de direitos- são raros, nascem e crescem em ritmo dolente.Quando olhamos atentamente para a sociedade brasileira hoje, vemos que estamos todos de alguma forma presos pelos pés a uma degradação moral jamais antes vista. Estamos cultivando as bases da mesma escravidão que mesmo depois de abolida manteve suas raízes muito vivas. As conseqüências da corrida pelo lucro foram na esfera social muito mais significativas e duradouras.
Escolheram por nós, cidadãos brasileiros contemporâneos, que sejamos escravos dos preconceitos, das perversidades, das violações. Mas nós escolhemos a cada dia manter bruta indiferença em relação a esses problemas que nos cercam. Será o homem, na sua época, apenas um produtor de barbárie e conflito? Não é essa a perspectiva que desejamos. Talvez esteja na hora de ficarmos aqui, abrirmos os olhos e darmos as mãos, mesmo com a possibilidade de embarcarmos no Cruzeiro Transatlântico ignorando as mazelas do nosso próprio povo. Não há mais tropas de Junot. Há outras, muito bem equipadas e talvez muito mais poderosas. No entanto, Por mais difícil que pareça, sempre há a possibilidade da vitória.

TEXTO ESCRITO PELA ALUNA GEORGIA

terça-feira, 12 de agosto de 2008

ROMANTISMO LITERÁRIO

Na época em que a família real se transferiu para o Brasil trouxe com ela o espírito da Europa: o Romantismo europeu, que acabaria influenciando culturalmente o Brasil.Nossos escritores começaram então a se preocupar com alguns assuntos até aquele momento esquecidos ou não abordados nas obras da época: o subjetivismo, a liberdade individual e uma preocupação com os assuntos sociais.Com a independência veio à importância de exaltar nossa cultura, promover nossas belezas tropicais, tornando o Brasil independente da Europa.

Os poetas que se destacavam nessa época eram: Castro Alves (1847-1871) que escreveu sobre os escravos africanos, Gonçalves Dias (1823-1864) que escreveu sobre os índios, José de Alencar (1829-1877) que escrevia romances populares sobre os índios, dentre eles “Iracema”, considerado uma obra-prima, utilizando o seu estilo “indinista”.Já no segundo período do Romantismo no Brasil há um novelista que é amplamente lido até hoje: Joaquim Manuel de Macedo, que escreveu “A Moreninha”.

Surge então o Parnasianismo, uma reação contra os excessos dos Românticos, onde se destacaram: Olavo Bilac (1865-1918), Raimundo Corrêa (1860-1911), e Alberto de Oliveira (1859-1937).

No começo do século XX, os artistas brasileiros tiveram novas idéias.Mário de Andrade (1893-1945) foi o líder mais importante dessa fase da literatura, escrevendo poesia, composições em literatura, arte, música e folclore brasileiro.Oswald de Andrade (1890-1953) escreveu uma coleção de poemas que intitulou “Pau-Brasil” e nela avaliou a cultura brasileira, as superstições, e a vida familiar pela primeira vez em poesia brasileira, com humor.No Brasil surge então, uma nova fase do Romantismo, com um outro conteúdo social, inicialmente com José Américo de Almeida (1887-1969) que escreveu “A Bagaceira”, uma história única na revelação da difícil vida sertaneja nordestina.Conseguiu seguidores que foram atentos a sua obra e ao nordeste, local onde todos nasceram.Dentre eles estão: Jorge Amado, Graciliano Ramos, José Lins do rego e Rachel de Queiroz.

TEXTO ESCRITO PELO ALUNO EDGAR

É UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA!


O ano de 1808 vem a ser muito importante no aspecto de decoração da casa brasileira. A família real veio acompanhada de mais de 10 mil pessoas, que recriaram aqui suas casas e seus hábitos.
O fato de o Brasil ter permanecido como colônia portuguesa até 1822 fez com que nosso mobiliário fosse um natural desdobramento do mobiliário português, com a chegada da família real ocorreu uma transformação radical na decoração.
Centenas de bagagens contendo roupas, louças, faqueiros, jóias e objetos pessoais eram despachados para as docas. No total, a caravana tinha mais de 700 carroças, segundo Laurentino Gomes. Fora isso, trouxeram também a prataria das igrejas, 60 mil livros da Real Biblioteca, ouro, diamantes e dinheiro do tesouro real.
ATÉ 1808...
A casa típica colonial tinha uma pequena horta e um pomar, além de local para a criação de porcos e galinhas. A cozinha ficava do lado de fora da casa, como ainda hoje acontece no interior do país. Quando a família real desembarcou, a base da alimentação do brasileiro, como já vimos, eram o feijão, a farinha e a carne-seca, juntados em bocados no prato de barro e levados à boca com a mão, e tudo muito apimentado. Os homens, ainda, costumavam utilizar a faca que traziam sempre à cintura para levar o alimento à boca.
Era usual realizar as refeições no chão, sobre esteiras. O dono da casa, às vezes, sentava-se em tamboretes e os senhores mais abastados se acomodavam em cadeiras de espaldar alto. O termo 'costas largas', aplicado aos homens de autoridade e poder, vem desse período, pois só membros da aristocracia podiam encomendar essas cadeiras. A mesa, quando existia, não passava de uma tábua apoiada sobre cavaletes e era montada na hora, sem toalha, hábito que deu origem a mais uma expressão que utilizamos: pôr a mesa- afinal, os escravos realmente tinham que botar a mesa para a realização das refeições. Não havia guarda-roupa ou guardalouça. Os utensílios e as roupas ficavam em baús, arcas e canastras. Além disso, dormia-se muito cedo e geralmente em redes. 1808: o cotidiano simples e monótono da colônia se transformou...
LUXO E RIQUEZAS
A primeira mudança, que teve início imediatamente quando dom João desembarcou, foi a moda do turbante: devido à infestação de piolhos nos navios, durante a travessia do Atlântico, as mulheres da corte tiveram de raspar a cabeça e chegaram ao Brasil escondendo as carecas em turbantes improvisados. Não demorou para que as cariocas aderissem ao que pensavam ser a última moda a Europa.
O espaço urbano teve de ser repensado e recriado: ruas foram alargadas porque não comportavam as novas carruagens, a fachada das casas foi modificada, tudo para dar à cidade o aspecto da capital do império. Dom João determinou que as janelas de madeira fossem substituídas por modernos balcões envidraçados e, para isso, autorizou a construção de uma fábrica de vidro.
A suspensão das proibições comerciais e industriais, ao lado da abertura dos portos, fez com que a vida ganhasse um ritmo até então desconhecido. A cidade foi inundada por produtos nunca vistos, que iam de peixe salgado e queijos holandeses a cobertores de lã e patins de gelo- o que mostrava que os comerciantes não sabiam nada sobre o clima do país. Para que a vida deixasse de ser tosca e acompanhasse os tempos da realeza, muitos itens entraram na rotina. Água de colônia, diversas essências e vinagres para toucador e para mesa, luvas, suspensórios, sabão, leques de vários tipos, escovas e pentes, sapatos e chinelos de seda e marroquim para homens e senhoras, botas de Paris, caixas de tabaco, caixas de costura, velas e azeite clarificado para lustres, mesas e espelhos de toucador, pêndulos, relógios de repetição e livros franceses.
Na bagagem da corte vieram os primeiros móveis para acomodar vários novos hábitos. Muitos armários de jacarandá, guarda-louças, papeleiras, cristaleiras, camas, escarradeiras, candelabros e lustres de cristal franceses. Novos cômodos surgem, como a sala de jantar e o conjunto da sala de visitas - cadeira de braço, cadeira de balanço, mesinha, canapé (espécie de sofá com a estrutura de madeira visível) e os consoles.
Nas peças de jacarandá, mogno, vinhático ou cedro, era importante conjugar duas qualidades: sobriedade e frescor. O estilo conhecido como dona Maria I é sobreposto pelo chamado império brasileiro: "Esse foi o estilo que melhor caracterizou a nova fase da história brasileira - país independente, tropical, sob um regime monárquico", cita Marize Malta, professora de história do mobiliário da UFRJ. Além de cômodas, cadeiras, canapés e mesas, surgiram outros móveis: marquesas, cadeiras de balanço, bufês e cristaleiras, que passaram a ser adornados com entalhes em formato de cisnes, ramos de café e de louro, garras de leão.

Foram sendo abandonadas as linhas retas e pesadas do estilo colonial e a beleza dos móveis passou a ser mais valorizada.
Os estilos de decoração se sucedem e começa com o estilo Dona Maria, seguido pelo estilo D. João VI, Luís Felipe e o Beranger.

Dona Maria I – Esse estilo é marcado pela volta à sobriedade, preferência da linha reta e composição regular. As peças mais importantes foram criadas por Sheraton e importadas da Inglaterra.

D. João VI – É reconhecido pelo seguintes detalhes : jacarandá preto, estrutura plana , gavetas com aplicações quadrantes e em forma de cunha.

Luís Felipe- São linhas sinuosas cheias de harmonia e leveza tendência para a linha barroca.

Beranger – Caracterizam pelo entalhamento de flores e frutas em consoles, cadeiras e especialmente em sofás os quais apresentam cheios de curvas, encostos muitos trabalhados e assento geralmente de palhinha.
Há inúmeras manifestações artísticas, todas buscando reviver os estilos antigos, numa grande mescla de influencias mas com o tempo os detalhes passaram a ser misturados no mesmo móvel, o que originou o estilo Hibrido Brasileiro.
"Quando dizemos que a sociedade se sofisticou é porque parou de comer com a mão para comer com o talher, trocou o prato de barro pelo prato de porcelana, a esteira pela cama. Foi o início de um processo que daí em diante não se deteve mais. Mas a verdadeira sofisticação, da forma como a entendemos modernamente, só se implantou bem depois, no fim do século 19", explica Vera Tostes.
Nesse site aqui há imagens muito interessantes sobre a mobiliária trazida pela realeza para compor a casa brasileira:
Eu, Georgia, fiz uma apresentação de slides com narração explicando a utilidade de cada móvel. No entanto, por algum erro de edição as narrações infelizmente não aparecem. Se for do interesse dos professores posso enviar por e-mail.

Fontes usadas foram capturadas 8 de agosto de 2008.
Decoração Brasileira, Ruth Laus
Casa Cláudia
Gazeta do Povo

TEXTO ESCRITO PELOS ALUNOS GEORGIA E MARONÊS

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

AS ARTES PLÁSTICAS NO BRASIL E EM PORTUGAL

Em 1808, ano da transferência da corte portuguesa para o Brasil, as artes em Portugal já eram mais avançadas que as presentes na colônia. No início do século XIX, predominavam no Brasil os estilos Barroco e Rococó.

O Barroco teve início no século XVI, por influência dos próprios portugueses. O ápice das produções barrocas no Brasil ocorreu no chamado século do ouro (século XVIII), nas cidades auríferas do estado de Minas Gerais. Essas cidades, por suas riquezas, tinham uma vida cultural e artística em ascensão.

Esse estilo distinguiu-se pelas fortes características religiosas das obras, que eram usadas na decoração de templos, para mostrar a superioridade e o poder da Igreja Católica. Formas como curvas e espirais apareciam muito nas produções do período Barroco.

Um artista se destacou, o arquiteto, escultor, entalhador e desenhista Antônio Francisco de Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho. Aleijadinho utilizava materiais, como madeira e pedra-sabão, muito empregados nas criações barrocas por serem matérias-primas típicas do Brasil. Dentre as obras de Aleijadinho estão Os Doze Profetas e Os Passos da Paixão, na Igreja de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas do Campo (MG).

Junto com o Barroco, havia outro estilo; muito semelhante ao primeiro. O Rococó nada mais era do que um “Barroco exagerado”. Tendo origem na França no século XVIII, o Rococó surgiu assim que o Barroco deixou a temática religiosa. As principais características desse período eram

“As linhas curvas, delicadas e fluídas, as cores suaves, o caráter lúdico e mundano dos retratos e das festas galantes, em que os pintores representaram os costumes e as atitudes de uma sociedade em busca da felicidade, da alegria de viver, dos prazeres sensuais”.

O Rococó retratava a vida aristocrática européia, de forma sutil e delicada. No Brasil, o Rococó revelou-se tardiamente em relação à Europa, pois foi trazido por portugueses no final do século XVIII.

Quando chegou ao Brasil, Dom João VI efetuou mudanças no cenário cultural da colônia. Em 1816, chegaram ao Brasil os integrantes da Missão Artística Francesa, entre eles Jean-Baptiste Debret. A missão tinha por objetivo reestruturar as artes na colônia, mostrando as idéias neoclassicistas, já avançadas em Portugal; além de ser a responsável pela fundação da Academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes. Tendo início no final do século XVIII, o Neoclassicismo procurava retomar a cultura clássica na Europa, como uma reação ao estilo Barroco da época. Porém, ao contrário do Classicismo, o Neoclassicismo propõe a discussão dos valores clássicos. Não havia mais um ideal de beleza imutável. Os neoclassicistas acreditavam que os princípios clássicos deveriam ser adaptados à realidade moderna. Depois da chegada da corte portuguesa, o Neoclassicismo no Brasil retratava o cotidiano da colônia de uma forma romântica, evidenciando a figura do indígena, o nacionalismo e as paisagens naturais.

Dessa forma, os princípios artísticos da colônia eram sempre atrasados em relação à Europa, pois a única comunicação entre os dois lados do Atlântico eram os próprios colonizadores portugueses. Assim, embora o estilo seja o mesmo da Europa, no Brasil cada período tomava características distintas do estilo original, devido às diferenças entre colônia e metrópole.

Fontes:
Aleijadinho – Wikipédia
Arte na Idade Moderna em Portugal – Wikipédia
Artes Plásticas no Brasil – Sua Pesquisa
Barroco – Sua Pesquisa
Barroco em Portugal – Wikipédia
Doze profetas de Aleijadinho – Wikipédia
História da Arte em Portugal – Wikipédia
História da Arte no Brasil – Wikipédia
História do Brasil – Wikipédia
Jean-Baptiste Debret – Wikipédia
Missão Artística Francesa – Wikipédia
Neoclassicismo Wikipédia
Rococó – Wikipédia

TEXTO ESCRITO PELO ALUNO CIRIACO


domingo, 10 de agosto de 2008

SAÍDA DE CAMPO - MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS

TEXTO INTEGRAL DO MUSEU JÚLIO DE CASTILHOS
Exposições

“1808 – 1821: A Corte Portuguesa no Brasil”

Período: 03/06 à 31/08/2008

O objetivo da mostra é trazer à tona os debates em torno dos 200 anos da vinda da corte portuguesa à colônia, pensando as repercussões de sua permanência.
Como seria hoje o Brasil, se a corte não tivesse vindo de Portugal? Esta é a abordagem do evento, que visa estimular o visitante, em especial o público escolar, a tirar suas próprias conclusões. Como subsídios, ele terá vários textos, imagens e reproduções, painéis e objetos do acervo da instituição da Secretaria de Estado da Cultura, com a missão voltada à pesquisa, educação crítica e conservação. Após investigar o material de vários especialistas no assunto, a conclusão que a maioria dos estudiosos chegou do governo de Dom João VI foi de um balanço positivo.
Distribuída em núcleos temáticos, a mostra aborda a partida, a viagem, a chegada, a realidade colonial, as mudanças no Brasil, a política externa e o regresso da corte para Portugal. A museografia conceitual orienta os temas numa linha de tempo dos acontecimentos que marcaram a época. O texto introdutório foi elaborado com a colaboração do cônsul português, Pedro Filipe Pereira Félix Coelho, permitindo ao público conhecer sua interpretação e inspiração a respeito do fato.
Grupos e escolas podem ser agendados pelo (51) 3221.5946.



SANGUE DA ÁFRICA NO BRASIL

Além de povoar o Brasil, o povo africano foi fundamental no desenvolvimento econômico, pois compôs os diferentes padrões culturais importantes no crescimento do país. Durante os mais de trezentos anos em que houve o tráfico negreiro para o Brasil, aproximadamente 6,7 milhões de escravos africanos foram trazidos. De uma forma geral, os negros eram muito maltratados no Brasil. As senzalas eram locais sujos, pequenos e abafados, com somente uma porta sem janelas e com chão de terra batida, onde dormiam vários escravos. A alimentação era racionada e os escravos recebiam feijão, farinha de mandioca e um pedaço de carne seca. No entanto, o problema com as instalações e comida era pequeno se comparado aos rigorosos castigos os quais sofriam. Qualquer falha cometida pelos escravos era cobrada com severas punições, desde a palmatória até Acima, Pintura de Debret as chicotadas, que os deixavam com partes do corpo em carne viva. Além disso, era colocado sal nas feridas para que a dor perdurasse por dias, a fim de o escravo não esquecer o castigo recebido. Os escravos negros eram proibidos de praticar suas religiões, que eram diversas. A Igreja Católica Romana obrigara a todos a serem batizados e a participarem das missas e sacramentos. Mesmo com os empecilhos, eles conseguiam transmitir suas tradições e dar continuidade à sua religião. Uma das razões desse prosseguimento é o fato de os negros continuarem se comunicando em seu idioma materno. Supõe-se que tenha havido vários líderes religiosos entre os escravos e, como a chegada de novos escravos era constante, os vínculos com a África não eram completamente desligados. A mulher escrava tinha um importante papel naquela sociedade; era ela quem fazia a ligação entre a casa grande e a senzala. As escravas mais bonitas eram selecionadas pelo senhor para serem suas amantes e domésticas. As negras eram o objeto sexual dos homens brancos; desde o senhor-de-engenho, até o menino adolescente. Elas também sofriam diversos castigos por parte da mulher branca. Para se ter uma idéia, se a sinhá sentia inveja da perfeição dos dentes da escrava, ela os mandava arrancar. Ela também desempenhava o papel de mãe, porém dos filhos do senhor. As mulheres negras eram escaladas pelo senhor para serem amas de leite dos sinhozinhos, e, com isso, eram obrigadas a deixar de lado seus próprios filhos. Os filhos do senhor, desde pequenos até quando maiores, vendo seus pais aplicarem castigos, acabavam maltratando aquelas que foram como mães para eles. Os pequenos escravos, assim como acompanhavam o sinhozinho em brincadeiras e aventuras, também serviam de saco de pancadas. Por volta dos cincos ou seis anos de idade, os filhos de escravos já começavam a se habituar com a dura vida que teriam pela frente. Muitas vezes, as crianças iam para a lavoura trabalhar com suas mães e também recebiam chicotadas como castigo. Aos sete ou oito anos, eles já começavam a desempenhar serviços mais pesados e regulares. Deixavam de ter as últimas mordomias infantis. Aqueles que viviam na casa grande exerciam funções próprias para sua idade, ou já treinavam para a função que teriam quando adultos, ou ainda eram pajens, mensageiros ou criadas. Buscavam jornal, encilhavam os cavalos, lavavam os pés das pessoas da casa e mesmo de visitantes, escovavam as roupas, engraxavam os sapatos, serviam a mesa, espantavam os mosquitos, balançavam a rede, buscavam água no poço e carregavam pacotes e outros objetos. Apesar de serem crianças, os pequenos escravos também sofriam castigos, eram separados de seus familiares e acabavam ficando com marcas físicas decorrentes do trabalho excessivo e das punições recebidas. Muitas vezes, o senhor comprava meninos escravos para serem brinquedos de seus filhos.Essa era a forma como viviam os escravos na época em que a família real portuguesa chegou ao Brasil, em 1808. Entretanto, não houve castigo que pudesse oprimir e impedir que essa cultura tão rica, que foi essencial na formação do povo brasileiro, fosse transmitida pelas gerações. Oitenta anos depois, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que abolia a escravatura no Brasil, um dos últimos países do mundo a fazê-lo. --Mudanças ocorridas na sociedade decorrente da chegada da família real portuguesa-- No início do século XIX -antes da família real se instalar - o Rio de Janeiro oferecia poucas distrações: as famílias ricas iam a espetáculos e freqüentavam bailes familiares, já os homens, reuniões de jogo.As atividades eram feitas em dia claro com a luz solar, já que vida noturna praticamente não existia devido à falta de iluminação.Das procissões e nas festas religiosas, toda população da cidade participava. Esses eventos se tornavam pontos de encontro entre parentes e conhecidos que lá se reuniam para contar os fatos do dia e as últimas notícias. Os anos após a chegada da família real portuguesa no Brasil foi de intensa mudança. A vida social se aperfeiçoou, se elevou o nível padrão de vida, tudo isso pelo fato da grande influência dos hábitos de conforto, cultura e diversão trazida pelos portugueses. Para atender às exigências da família real, foi necessário construir novas casas, pois a população havia crescido em decorrência do número de acompanhantes (cerca de 15 mil) e pelo enorme fluxo migratório de portugueses que saíam do reino na esperança de melhores condições; assim apareceram residências isoladas, distantes do centro e junto a jardins e gramados. Modificaram-se também as mercadorias, que foram ampliadas; o transporte e o aumento de oportunidades educacionais. Porém, não foram somente boas mudanças; a vida cotidiana das famílias de homens livres, pobres e remediados tornou-se mais difícil por causa do aumento do preço dos materiais de construção, da valorização dos aluguéis e do aumento do preço dos imóveis além de ter também surgido discriminação por condições de vida oferecidas nos diferentes bairros e o aumento das disparidades sociais. Todas essas modificações na sociedade brasileira são perceptíveis nas obras do pintor Jean-Baptiste Debret que trabalhou no Brasil entre 1816 e 1831, período em que produziu grande quantidade de obras.Durante os primeiros anos, cumpriu seu papel de pintor oficial da corte, dedicando-se a retratar apenas os nobres.Mais tarde, se interessou pela realidade que havia fora dos muros do palácio e começou a pintar cenas das vilas e cidades brasileiras, começando pelo Rio de Janeiro.Nessas obras apareciam não só a elite, mas também os brancos pobres, os mulatos negros escravizados e libertos.Alguns de seus quadros registram as crueldades e as duras condições de trabalho dos escravizados, outros os detalhes do modo de vida da sociedade daquela época.

TEXTO ESCRITO PELO ALUNO CIRIACO

sábado, 9 de agosto de 2008

O BRASIL VISTO ATRAVÉS DAS PINTURAS

Ao chegar em casa o almoço já estava pronto, os quartos arrumados e o banheiro limpo.É assim que todo dia a empregada deixa a casa.Gostaria de imaginar a casa dela, será que é arrumada já que passa quase o dia inteiro aqui?

Foi assim que aconteceu em Portugal enquanto o Brasil se beneficiava com a chegada da Corte, portanto, Portugal não progredia como o nosso país.Os brasileiros eram beneficiados com as mudanças que a corte propunha aqui, como a criação de estradas, de teatros, o desenvolvimento da medicina, o uso de utensílios que antes eram desconhecidos, o desenvolvimento de um novo estilo arquitetônico, construções de escolas, entre outras mudanças. Não poderíamos esquecer das artes plásticas, que retratam essas modificações através das obras e pintores conhecidos como Rugenads e Debret.

DEBRET nasceu em 1798, em Paris e foi um dos pintores responsáveis por reproduzir imagens dos atos históricos e heróicos de Napoleão Bonaparte. Estudou na Academia de Belas Artes de Paris, em um ateliê na Itália.Contudo, Debret não estudara apenas artes, durante cinco anos se dedicou aos estudos de engenharia, porém o que realmente gostava era a pintura e obteve vários prêmios através delas.

Dom João VI com o intuito de trazer a cultura para o Brasil recebeu no país a Missão artística Francesa que foi um grupo de artistas franceses que perderam o investimento financeiro provindo de Napoleão Bonaparte, pois em 1815 perdera a batalha de Waterloo.Jean Debret era um dos integrantes desta missão e retratou perfeitamente o Brasil vivido naquela época, em especial a sociedade e a família real portuguesa, e é por isso que também é conhecido como pintor oficial da Corte.Além disso, ainda era professor na Academia Imperial de Belas Artes, onde atuou com muita competência e quem ajudou a funda-la.Apesar de vir nessa grupo de artistas, outra causa pode ser sua convocação para retratar o funeral da Rainha de Portugal D.Maria I, que coincide exatamente com o ano de sua chegada no país.Porém também viera para fazer a decoração e os ornamentos para as festas da Corte, além de retratar a nobreza.

Foi considerado um grande repórter da época em que viveu e com isso um grande auxiliar na história Brasileira, pois em suas obras retratava o cotidiano das pessoas no Rio de Janeiro.Assim, podemos analisar suas obras e captar o jeito de ser, de vestir, de andar, como também as profissões dos negros libertos: condutores, vendedores, barbeiros, curandeiros e quituteiras.Ele gostava de fazer isto, e sempre que podia, acordava cedo e logo ia às ruas para pintar a sociedade.

RUGENDAS Nasceu em 1802 em Augsburgo e foi estudante da Academia de Belas-Artes de Munique, e especializou-se na arte do desenho.Chegou ao Brasil em 1821 com a Expedição Langsdorff e permaneceu aqui até 1825, para coletar material para suas pinturas e desenhos.Sua preferência eram as obras com a temática predominantemente paisagística e com representação de cenas do cotidiano.

AS DIFERENÇAS ENTRE DEBRET E RUGENDAS
As obras de Rugendas se diferenciam das de Debret, pois aquele faz um registro mais científico, com ilustrações de paisagens, aspectos da natureza, observações dos escravos, como também demonstra a fauna,a flora,os tipos físicos e a visão da cidade do Rio de Janeiro;enquanto Debret gostava de pintar a sociedade e seus costumes,a arquitetura,os hábitos diários da comunidade,como já foi dito anteriormente.

Encontramos mais material de Debret, pois suas obras estão reunidas em instituições brasileiras, enquanto as retratadas por Rugendas estão dispersas em várias coleções do Brasil e da Europa.Esse fato pode ser um dos motivos pelo qual o povo brasileiro desconhece Rugendas e conhece Debret,seja conhecido apenas através do seu nome .

A GRANDE IMPORTÂNCIA DESSES ARTISTAS:
Não podemos negar a grande contribuição desses dois pintores para o Brasil nesta época, pois fizeram o trabalho com excelente cuidado e perfeição.Também nos auxiliam na compreensão da história do Brasil, pois somente com a análise das obras podemos extrair muito conteúdo importante e interessante. Essa importância pode ser vista em um trabalho do CMPA durante o ano de 2004, quando vários alunos participaram do clube de história do CMPA, principalmente alunos da nossa série.O tema do projeto era a vinda da família real ao Brasil e o objetivo principal era analisar as obras de Debret.Então foi realizada essa análise e como um trabalho histórico, foi devolvido à comunidade e a forma escolhida foi uma peça teatral.Um integrante do nosso grupo participava deste clube nesse ano, então foi possível obter algumas fotografias.

Muitas pessoas não sabem, mas as pinturas são formas de comunicação e expressão, onde o pintor pode expressar ideais e sentimentos através da cor e do modo da pintura.Por isso, devemos valorizar esse tipo de arte, já que durante muito tempo vem nos auxiliando para descobrir o nosso passado, pois a pintura também é uma forma de documento histórico, assim devemos ter cuidado nas exposições para poderem permanecer cuidadas por muito mais tempo.Também não se pode furtar essas obras, pois estará roubando não apenas um quadro, mas o direito de outras pessoas analisarem e compreenderam a história das nossas gerações, ou seja, também estará cometendo outro crime, pois estará tirando a sabedoria que a pessoa poderia adquirir através dessas obras.

TEXTO ESCRITO PELA ALUNA JÉSSICA NUNES

As referências bibliográficas utilizadas,citadas abaixo, foram todas capturadas em 02 de Agosto de 2008.E as obras nas montagens são de Debret.

Importância da pintura-crie e aprenda-blogspot
Olhar de Rugendas-Real Gabinete
Rugendas -Wikipédia
Debret - Wikipédia
Clube de história CMPA
Rugendas-Itaú Cultural
Debret-RJTV
Revista Aventuras na história nº 1 - edição especial de colecionador.
Debret-História Net

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

ARQUITETURA

Nossa segunda postagem irá abordar a arte e arquitetura do Brasil no século XIX. A chegada da Corte Portuguesa ao Brasil em 1808, indubitavelmente foi a grande mentora do espírito neoclassicista em nosso país. Nas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras décadas do século XIX, esse movimento expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da sociedade européia após a Revolução Francesa e principalmente com o império de Napoleão, que espalhou a tendência pelo Velho Continente. No Brasil, o objetivo de D. João VI era estabelecer uma Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios.É possível afirmar que a influência neoclássica se deu no Brasil em dois níveis diferentes. Nos centros maiores do litoral, especialmente Rio de Janeiro, Belém e Recife que tinham contato direto com a Europa, desenvolveram um nível mais complexo de arte e arquitetura e se integrou nos moldes internacionais da sua época; e nas províncias.
De acordo com a tendência neoclássica, uma obra de arte só seria perfeitamente bela quando não imitasse as formas da natureza, mas as que os artistas clássicos gregos e renascentistas italianos já haviam criado. E esse trabalho de imitação só seria possível através de um cuidadoso aprendizado das técnicas e convenções da ARTE CLÁSSICA. Por isso, o convencionalismo e o tecnicismo reinaram nas academias de belas-artes, até serem questionados pela arte moderna.
Em 1816, desembarca no Brasil a Missão Artística Francesa, contratada para fundar e dirigir no Rio de Janeiro uma Escola de Artes e Ofícios. Nela está, entre outros, o pintor Jean-Baptiste Debret, que retrata com charme e humor costumes e personagens da época. Em 1826 é fundada a Academia Imperial de Belas-Artes, futura Academia Nacional, a qual muito utiliza da tendência neoclássica europeéia e atrai outros pintores estrangeiros de porte, como Auguste Marie Taunay e Johann Moritz Rugendas. Pintores brasileiros desse período são Manuel de Araújo Porto-alegre e Rafael Mendes Carvalho, entre outros.
No Brasil o neoclassicismo torna-se evidente na arquitetura. Seu expoente é Grandjean de Montigny (1776-1850), que chega com a Missão Francesa. Suas obras, como a sede da reitoria da Pontifícia Universidade Católica no Rio de Janeiro, adaptam a estética neoclássica ao clima tropical. Na pintura, a influência neoclássica se direciona ao romantismo. A composição e o desenho seguem os padrões de sobriedade e equilíbrio, mas o colorido reflete a dramaticidade romântica. Na literatura, a principal expressão é o arcadismo, caracterizado por um estilo mais simples e objetivo e pela temática voltada para a natureza. Os seus principais poetas encontram-se em Vila Rica, centro cultural do Brasil na época.

Referências Bibliográficas

UFSC-Arquitetura
PUC-Arquitetura no Brasil
Wikipédia-Arquitetura do Neoclassicismo
Wikipédia-Neoclassicismo


TEXTO ESCRITO PELA ALUNA GEORGIA



ARQUITETURA

“As ruas tinham um traçado singular, eram estreitas e se cruzavam em ângulo reto. Eram chamadas de Ruas e Travessas”. ROBERT WALSH





Acredite, em várias cidades brasileiras ainda há vestígios de uma arquitetura bela, rica e até mesmo soberba, trazida por D. João e a Corte. Até 1808, a cidade tinha ares pacatos e um cotidiano sem luxos. Não era possível encontrar a vaidade arquitetônica nas fachadas coloniais. Analisemos as mudanças ocorridas no Rio de Janeiro.
Antes da chegada da corte portuguesa, as regiões de Botafogo e Flamengo eram consideradas áreas rurais. Tinham apenas algumas chácaras isoladas. A colônia só mantinha comércio com Portugal, então navios estrangeiros não podiam entrar na Baía da Guanabara, o que criava um certo vazio no porto. A monotonia da arquitetura colonial, marcada por construções simples de pedra bruta e argamassa começava a mudar. No entanto, ainda predominavam casas baixas e sem vidros nas janelas – geralmente fechadas com gelosias, uma espécie de tela de madeira comum no período. O Palácio dos vice-reis – Paço Imperial -exibia um andar a menos na parte central e era um dos prédios mais belos da cidade. Tinha três pavimentos na lateral com vista para a praça e outros dois na lateral oposta.
O Campo de Santana dividia a área urbana e a rural. A única construção da época pré-joanina era a igreja que deu nome ao lugar. Os mangues nos arredores funcionavam como aterros, onde se jogavam barricas com dejetos. Já a Quinta da Boa
Vista, foi onde o comerciante Elias Lopes construiu a mansão que, em 1808, seria presenteada a dom João. Era uma das mansões mais chiques da cidade, entretanto ficava localizada numa região isolada, cercada de mangues. A região do Morro do Castelo, abandonada, onde a cidade nasceu, servia de abrigo para a marginalidade, que vivia em condições consideradas precárias até mesmo para a época.
Após a chegada em 1808 e com a permanência da corte na Capital do Brasil, Rio de Janeiro, surgiram novas ruas ou as antigas foram alargadas; pântanos e charcos, foram drenados; e o Rio se expandiu e povoou-se para além das imediações do alagadiço centro para chegar a Botafogo, São Cristóvão, Laranjeiras, Glória, Catete, Estácio, Quinta da Boa Vista, Tijuca e Engenho de Dentro.
Dom João mudou completamente os conceitos arquitetônicos brasileiros da época. No Rio de Janeiro, além de trazer novas concepções, foi responsável por urbanizar a cidade A sua vinda para o Brasil também ficou marcada pela grande intervenção urbanística. Ele manda pintar as casas e construir prédios, como o Teatro São João. Botafogo e Flamengo tornaram-se bairros emergentes. Na época de dom João, muita gente ligada à nobreza passou a ocupa chácaras nos arredores. A própria princesa Carlota Joaquina chegou a ter uma residência em Botafogo –Botafogo que era verdadeiro areal praticamente inabitado, se tornara rota de passagem para prática de cavalgadas ou local bucólico, perfeito para admiração da natureza. Os portos foram abertos, e os estrangeiros chegaram em peso. Até 1807, o Brasil era a última porção de terra do planeta proibida aos estrangeiros. Ninguém entrava aqui. O resto do mundo já tinha sido mapeado e era razoavelmente conhecido. Havia muita lenda em torno do Brasil. De tribos canibais, de povos exóticos, uma natureza diferente, tesouros. Navios com bandeiras de vários países passaram a freqüentar a Baía da Guanabara desmistificando a terra misteriosa. A seção central do Paço Imperial ganhou um terceiro piso. A fachada voltada para o Convento do Carmo anexou, para a coroação de Dom João VI, a varanda monumental, retirada mais tarde Durante o Segundo Reinado.
A substituição das casas térreas foi acelerada. Entre 1808 e 1818, mais de 600 sobrados chiques foram construídos, a maioria com grandes fachadas neoclássicas. No Campo de Santana a transformação foi completa. A região passou a abrigar o Museu Real, um parque com jardim e um quartel do Exército. Em pouco tempo, apareceram várias construções importantes, incluindo a prefeitura. Tudo que a nobreza fazia, os cariocas ricos imitavam. Visto isso, é natural que os arredores da Quinta da Boa Vista se tornassem disputados. A residência oficial de Dom João passou por reformas, mas só ganhou nova fachada, em estilo gótico, nas bodas de dom Pedro I, em 1816. Muitos moradores despejados para acomodar a corte acabaram indo parar no alto do morro. A região tornou-se uma espécie de predecessor das favelas. Em 1922, o Castelo foi destruído em nome da modernidade.

Aqui seguem trechos de registros feitos por personalidades que estiveram no Brasil nesse período.

Montamos nossos cavalos e nos dirigimos para a Lagoa das Freitas (Lagoa Rodrigo de Freitas) até o Jardim Botânico e a Fábrica de Pólvora(...) Mas, como havia lua cheia, tivemos uma linda luz para voltar a Botafogo, embora as nuvens parecessem indicar uma tempestade (...).(29 de julho, 1825) GRAHAM EDEN HAMOND. Os Diários do Almirante Graham Eden Hamond. 1825-1834/38; p.14

Jantei com Mr. Vidal e, em seguida, remamos até botafogo para visitar Mr. Grigg, um dos membros da comissão mista (...). A baía de Botafogo estava maravilhosa e muitos brasileiros passeavam à cavalo e dirigiam carros sobre suas areias que são duras e muito brancas. O sol se punha e uma deliciosa frescura substituiu o calor do dia. (Domingo, 15 de fevereiro, 1835) GRAHAM EDEN HAMOND. Os Diários do Almirante Graham Eden Hamond. 1825-1834/38; p.49

Seguindo o plano brumoso do Pão de Açúcar, descortina-se, através das nuvens da manhã, o pico recurvo do Corcovado, cuja base termina à beira-mar na praia do Flamengo, outrora deserta e cujas lindas casas, recentemente construídas, escondem, hoje, o bairro do catete. Este continua até Botafogo, enseada bastante bela. JEAN BAPTISTE DEBRET. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1816-1831); p.157

Partimos logo após o nascer do sol e fomos de carro até a casa deles na baía de Boto Fogo [botafogo], talvez a mais bela vista nos arredores do Rio, cidade tão rica em belezas naturais. Seu encanto é realçado pelas inúmeras e belas casas de campo(...). Todas surgiram com a chegada da côrte de Lisboa. (21 de dezembro de 1822) MARIA GRAHAM. Diário de uma viagem ao Brasil; p.199

“O chão sobre o qual pousa hoje a bonita e regular cidade nova achava-se em 1807 alagado, (...) oferecia baixos e estreitos trilhos sobre os quais se atravessava. Muitos dos prédios tanto da rua e praia de Valongo, enseada da Gamboa, Saco dos Alferes e outros lugares a este próximos, e também as novas ruas de casas dos bairros Catete, Flamengo, Botafogo e São Cristóvão, todos já tornavam-se notáveis em 1816 por numerosas edificações.” EMILIO JOAQUIM DA SILVA MAIA. Instituto Histórico e geográfico Brasileiro. – Manuscrito. Estudos Históricos sobre Portugal e Brasil. Estudo oitavo. Progresso material no Rio de Janeiro. Estabelecimento de tribunais e criações úteis. Outros melhoramentos em várias províncias. Pelo Dr. Emilio Joaquim da Silva Maia. S.I., s.d. (33p), Lata 345, documento.

Muitos pontos interessantes aqui destacados, despertaram a nossa curiosidade: e hoje, como está a paisagem do Rio de Janeiro nas diversas regiões abordadas?

O Bairro de Botafogo atualmente continua a ser um bairro de classe média e média-alta. É praticamente uma mini-cidade dentro da grande metrópole que é o Rio de Janeiro, possuindo de tudo um pouco: cinemas, teatros, shoppings centers, boates, casas de show, museus, centros empresariais, consultórios médicos, consulados, clínicas e hospitais e, no meio disso tudo, algumas mansões preservadas do início do século XX e fim do século XIX. Da mesma forma, aqueles que foram marginalizados da sociedade no período Joanino e tiveram os morros oferecidos como moradia em precárias condições, criaram um modelo de periferia ainda hoje existente. Vemos então, que a estrutura da cidade do Rio de Janeiro hoje, nada mais é que um reflexo desenvolvido e expandido das heranças da estrutura de uma sociedade modificada há duzentos anos.









Referências Bibliográficas

Revista de História Edição Especial
Casa Rui Barbosa

Casa Cláudia


TEXTO ESCRITO PELA ALUNA GEORGIA