sexta-feira, 13 de junho de 2008

E COM D. JOÃO VI VEM A IMPRENSA!

Antes da chegada da família real no Brasil, a imprensa era basicamente um uso de nobres para se comunicar. No mesmo ano da família real chegar ao Brasil, D. João autorizou a Imprense Régia, sujeita a forte censura para impedir o aparecimento ou divulgação de qualquer coisa contra o reino, a família e os bons costumes. Ainda neste ano, foi criado o primeiro jornal brasileiro oficial: “A Gazeta do Rio de Janeiro”. Este publicava notícias sobre a natureza européia, documentos oficiais, as virtudes da família real, e também divulgava pontos a favor da família real e suas origens. Havia também jornais não oficiais. “O Correio Brasiliense” ou “Armazém literário”, de Hipólito José da Costa, maçônico foragido que redigia o jornal na Inglaterra e exportava por meio de contrabando para o Brasil, tinha mais de 100 páginas. Era vendido, em média, uma vez por mês. Um dos maiores exemplos do papel da imprensa na independência foi o “Revérbero Constitucional Fluminense”, escrito por Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa, em setembro de 1821. Em São Paulo, o primeiro jornal impresso só foi surgir em 1823; era o chamado “Farol Paulistano”. O “Diário do Rio de Janeiro” era um jornal um pouco diferente. Ele levava a neutralidade ao extremo. Após a independência, a imprensa viveu um período de agressões aos jornalistas e muitos tumultos. Os liberais radicais e seus jornais foram os principais alvos. Como conseqüência, o jornal “Malagueta Extraordinária”, de Augusto May, criticou a falta de liberdade da imprensa e o abuso de autoridade do governo. Porém, recebeu muitas ofensivas por resposta, inclusive vulgares, e, não bastando isto, foi espancado violentamente em sua própria casa. Os jornais não davam trégua aos portugueses, embora a Assembléia Constituinte e o imperador fizessem parte do maior palco de atritos.

C
om o espancamento do jornalista David Pamplona, a situação tornou-se mais grave. D. Pedro I, então, dissolveu a Assembléia Constituinte, dando força à imprensa. Cipriano Barata foi o jornalista que mais se destacou na época, que foi caracterizada pela participação de grandes escritores, dentre eles, alguns dos maiores autores da literatura brasileira. Em 1857, “O Diário do Rio de Janeiro” publicou “O Guarani”, série de incrível sucesso. Após a independência e alguns fatos subseqüentes, a imprensa brasileira que teve um grande desenvolvimento após a chegada da família real ao Brasil, conseguiu evoluir gradativamente ao passar dos anos.

Pode-se dizer que depois do período de turbulência logo após a independência, a imprensa só voltaria a ter um pouco mais de repressão na época do golpe militar de 1964. Assim pode-se concluir que a chegada da família real ao Brasil não só no campo da imprensa, mas como em todos os campos teve em bom desenvolvimento.


História da imprensa no Brasil
Postado pelo Aluno Thiago

2 comentários:

língua portuguesa disse...

Muito bom o trabalho de pesquisa do grupo. Há uma organização estrutural e temporal, bastante valorizados numa avaliação.
Sugiro, no entanto, que haja um texto elaborado pelo próprio grupo, fazendo uma crítica argumentativa ao fato e período histórico brasileiro. Pode ser um texto curto, mas que possamos avaliar o posicionamente de vocês.
Um abraço e boas férias.
Prof. Cláudia

Luciane disse...

O trababalho está muito bem organizado, mas precisamos fazer algumas modificações. Achei muito boa a idéia de colocar no início a estruturação do trabalho, mas não acho necessário falar de tantos temas, podem resumir. Acho também necessário o resumo dos textos postados, tem textos que parecem cópias das fontes consultadas, seria melhor fazer um texto original resumindo essas informações. Não esquecer que um dos itens de avaliação será a análise crítica. E isso está faltando.